quinta-feira, 29 de março de 2012

Vamos participar da festa da Páscoa


       Imolemo-nos a Deus, ou melhor, ofereçamo-nos a ele cada dia, com todas as nossas ações. Façamos o que nos sugerem as palavras: imitemos com os nossos sofrimentos a Paixão de Cristo, honremos com o nosso sangue o seu sangue, e subamos corajosamente à sua cruz.

       Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue a Cristo.

       Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Se por tua causa e por teu pecado ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por seu amor. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniqüidade. Adquire a tua salvação com a sua morte, entra com Jesus no paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda. Contempla as belezas daquele lugar, e deixa que o ladrão rebelde fique dele excluído, morrendo na sua blasfêmia.

       Se és José de Arimatéia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo.

       Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura.

        Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus.

(Liturgia das Horas - Ofício das Leituras - Sábado - V Semana Quaresma)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Brasil vive genocídio moral, familiar e espiritual

         
          Na medida em que o tempo passa, a humanidade é beneficiada com a acelerada evolução das ciências e expansão das tecnologias. O progresso é apaixonante e bem vindo. Porém, caminhando na via paralela, sob todas as formas a família, a moral e a espiritualidade estão cada dia mais descaracterizadas e irreconhecíveis. Os valores permanentes, como amizade, diálogo, ética, cidadania, lealdade, união e fidelidade vão sendo substituídos por bens materiais e situações transitórias. Quase tudo, inclusive a alma e a espiritualidade, virou supérfluo e descartável.
          Nesse mar de inversões, milhares de crianças e jovens, oriundos principalmente de famílias não planejadas e desestruturadas, caminham na direção do roubo, assalto, droga, violência e tantos outros crimes. Precocemente, alguns morrem, porque a droga e o álcool não poupam ninguém; outros são assassinados e um percentual razoável é preso. Em qualquer circunstância, os primeiros e maiores culpados são os pais, vindo a seguir os governantes, instituições educacionais, igrejas, meios de comunicação. Os pais que desejam evitar essa dor, corrijam rapidamente o estilo e a maneira de viver com seus filhos.
          A família que reserva algum tempo para se reunir e se divertir, reza unida e dialoga não precisa temer os riscos e perigos que a moderna sociedade industrializa. A maior parte das pessoas presas herdou erros na família, ou não herdou boa orientação e bons exemplos dos pais.
          Portanto, não há exagero algum dizer que o Brasil vive um genocídio moral, ético, familiar e espiritual. Respeitadas as exceções e os gigantescos esforços de alguns poucos patriotas, as áreas de programação e conteúdo televisivo são puro lixo e veneno às mentes sãs. Incidência diuturna de cenas de sexo, traição e violência interfere na formação da personalidade e do comportamento de crianças e jovens. Uma coisa é liberdade de imprensa e manifestação de opinião, defendidas apaixonadamente; outra coisa é demolição da liberdade, da ética, da moral e de valores em busca desesperada por melhores índices de audiência.
          Rapidamente, outro fosso que a falsa teoria da modernização abriu é o abandono da espiritualidade. Condenam-se as religiões de mercado. As legislações não reconhecem como crime, mas comete pecado quem usa o nome de Deus em vão. Sob esse aspecto, espiritualidade é diferente de religião. Espiritualidade move e promove universalmente amor, fé, esperança, solidariedade, justiça, liberdade, gratidão, reconciliação, desenvolvimento, bem estar.

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Pedro Antônio Bernardi, jornalista e economista, é professor universitário aposentado, consultor de comunicação social, palestrante, autor de livros. (pedro.professor@gmail.com)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Chi si consacra al Dio della belleza coltivi interessi personali


Se la vita cristiana è philocalìa,
più che mai s'impone
che chi si consacra al Dio della belleza
coltivi interessi personali
- intellettuali, letterari, artistici, musicali, ecc.
a seconda dei doni ricevuti -
per mantenersi vivi, desti, interessati alla vita,
in grado di continuare ad apprendere,
per rinnovare le proprie convinzione nel passare dei anni,
per combattere la malattia
del cinismo e della rassegnazione,
per evitare la dispersione e la dissipazione,
lo stress e la stanchezza,
la depressione e la demotivazione!


(Amedeo Cencini, L'ora di Dio, p. 252)

Ai presbiteri, 67-68 (Enzo Bianchi)


Un presbitero privo di una vita intellettuale,
cioè in primo luogo incapace di assiduità alla lettura,
avanza a grandi passi verso la decadenza spirituale,
a risentirne saranno anzitutto
la sua adorazione e la sua contemplazione,
progressivamente più aride e più povere,
ma poi anche la sua predicazione e, infine,
la sua autorevolezza all'interno della comunità cristiana.

Sappiamo bene che l'esito di una scarsa vita intellettuale,
del mancato esercizio del pensare,
non consiste solo in una ristrettezza di orizzonti,
ma sovente si traduce anche in una condizione di miseria spirituale
in cui si è esposti a derive opposte e speculari:
da una parte l'influenza del relativismo che dissolve la fede,
dall'altra quella del fondamentalismo che,
sotto la maschera di un'identità forte e rassicurante,
prelude ogni ricerca
ed è intollerante verso in cammini diversi dal proprio.

«Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador»


Meu Deus, na Tua compaixão
derrama sobre mim o olhar do Teu amor
E recebe a minha ardente confissão.

Pequei mais do que todos os homens,
pequei só contra Ti, Senhor;
faz-me participar da Tua misericórdia,
meu Salvador, porque me criaste. [...]
Meu Redentor, manchei a Tua imagem e semelhança (Gn 1, 26), [...]
desfiz em farrapos o vestuário de perfeição
que o próprio Criador fabricou para mim e estou nu;
em seu lugar quis usar uma farpela rasgada,
obra da serpente que me seduziu (Gn 3, 1-5). [...]
Fiquei fascinado com a beleza
da árvore que traiu a minha inteligência:
agora estou nu e coberto de vergonha. [...]

O pecado me revestiu de túnicas de pele (Gn 3, 21),
agora que fui despojado
das vestes tecidas pelo próprio Deus. [...]
E, como a prostituta, grito:
pequei contra Ti, só contra Ti.
Ó Salvador, acolhe as minhas lágrimas,
como aceitaste o perfume da pecadora (Lc 7, 36 ss.)

E, como o publicano, grito:
tem piedade de mim, ó Salvador.
Perdoa-me, porque de toda a descendência de Adão
ninguém pecou como eu. [...]
Prostrado como David (2 Sm 12),
estou coberto de lama;
Mas assim como ele se lavou nas próprias lágrimas,
lava-me Tu também, Senhor!

Ouve os gemidos da minha alma
e os suspiros do meu coração;
acolhe as minhas lágrimas
e salva-me, meu Redentor.

Porque Tu amas os homens
e queres que todos se salvem.
Faz-me voltar à Tua bondade
e nela me recebe,
porque estou arrependido.


Santo André de Creta (660-740), monge e bispo
Grande Cânon da Liturgia Bizantina da Quaresma, 2.as Odes
(a partir da trad. de Clément, DDB, 1982, p. 119 ss. rev.)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Goccia dopo goccia



Cos’è una goccia d’acqua, se pensi al mare
Un seme piccolino di un melograno
Un filo d’erba verde in un grande prato…
Una goccia di rugiada, che cos’è?
Il passo di un bambino, una nota sola,
Un segno sopra un rigo, una parola?
Qualcuno dice « un niente», ma non è vero
Perché, lo sai perché, lo sai perché?

Goccia dopo goccia nasce un fiume,
Un passo dopo l’altro si va lontano,
Una parola appena e nasce una canzone,
Da un «ciao» detto per caso, un’amicizia nuova;
E se una voce sola si sente poco,
Insieme a tante altre diventa un coro
E ognuno può cantare, anche se è stonato;
Dal niente nasce niente, questo sì.

Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne;
Quello che conta è stare tutti insieme
Per aiutare chi non ce la fa,
Per aiutare chi non ce la fa.
Goccia dopo goccia..

Goccia dopo goccia nasce nasce un fiume
E mille fili d’erba fanno un prato
Una parola solo ed ecco una canzone
Da un "Ciao" detto per caso un’amicizia ancora;
Un passo dopo l’altro si va lontano
Arriva fino a dieci poi sai contare
Un grattacielo immenso comincia da un mattone
Dal niente nasce niente, questo sì.

Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne
Quello che conta è stare tutti insieme;
Per aiutare chi non ce la fa.
Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne
Quello che conta è stare tutti insieme;
Dal niente nasce niente, questo sì.
Dal niente nasce niente, tutto qui!
Stiamo tutti insieme, questo sì.
Dal niente nasce niente, tutto qui!


(E. Di Stefano - G. Fasano)
(Cantata da Marco Barbera, Alex Rossi e Natascia Tarturo)

UNNODU NAAN VIRUNTHUNNA VENDUM


UNNODU NAAN VIRUNTHUNNA VENDUM
(Quis jantar contigo)
(Vorrei cenare con te)
UN VEETTIL NAAN KUDIKOLLA VENDUM
(Quis estar contigo)
(Vorrei stare con te)
UN ANBIL NAAN URAVAADA VENDUM
(Quis ser contigo)
(Vorrei essere con te)
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En vaazhvile ithu oru ponnaal
(Este é um grande dia da minha vida)
(Questo è un grande giorno della mia vita)
En agamathile nee varum thirunaal
(Um dia no qual vêm repousar em mim)
(Un giorno in cui si vengono a soggiornare dentro di me)
Un anbirkkaai anaithaiyum izhappen
(Posso dar tudo pelo teu amor)
(Posso dare tutto per il tuo amore)
Mannavan unakkaai ennaye kopduppen
(Meu rei, posso dar a mim mesmo por ti)
(Mio re, posso dare mi stesso per voi)

Porutchelvame en kadavunendru
(O dinheiro era o meu deus)
(Il denaro era il mio dio)
Yezzhaiyin porulai enakkena parithen
(Traí os pobres, por dinheiro)
(Ho tradito i poveri per i soldi)
Manam maarinem magizhvadainthen naan
(Agora estou mudando, estou feliz)
(Ora sto cambiando, sono felice)
Panmadangaaga yezhaikku koduppen
(Restituo muito mais)
(Restituisco molte volte tanto)

En paavathai mannikka varuvai
(Vindo a perdoar os meus pecados)
(Venuto a perdonare i miei peccati)
En ulamathile amaithiyai tharuvai
(Dá-me a paz no coração)
(Dammi la pace nel mio cuore)
En ithayathile vaazhnthida varuvaai
(Venha a viver no meu coração)
(Vieni a vivere nel mio cuore)
En veetirkku meetpinai tharuvai
(Dar a salvação a minha casa)
(Dare la salvezza a casa mia)


(Canto da liturgia indiana cristã-católica, em língua "tamil")

terça-feira, 20 de março de 2012

Fraternidade e Saúde melhoram a partir da Família


     É consenso nacional que fraternidade e saúde estão gravemente enfermas. Má gestão de recursos materiais e financeiros, infraestrutura e instalações precárias, saneamento básico, qualificação dos profissionais de saúde, mais particularmente os médicos, governantes, educação, cidadãos, políticas e políticos estão no eixo central da sofrível realidade. Não esperem melhorias por conta das denúncias dos meios de comunicação, muito menos dos inflamados discursos nos palcos e púlpitos.

     Fazendo analogia, só é possível endireitar galhos de árvore se a medida for tomada precocemente. Tentar endireitá-los quando adultos é inútil; eles quebram e secam. Portanto, a gênese da maioria dos problemas aqui referidos é a família.

     A riqueza número um da Pátria brasileira é o cidadão educado que valoriza a vida, a saúde, a ética, o estudo, o trabalho, a fraternidade e a espiritualidade. Acima de tudo, cidadania é luta apaixonada contra a morte evitável, a enfermidade, a maldade, a desonestidade, a corrupção, a mentira. Desordem social e familiar, descumprimento dos deveres e agressão contra a natureza não perdoam; cedo ou tarde cobram preço alto.

     Por conta disso, é fundamental saber defender-se das coisas e situações que comprometem a saúde, a estima e os relacionamentos harmônicos e pacificadores. Droga, bebida em excesso, estresse, obesidade, ódio, raiva, sedentarismo são fatores de risco pessoais, familiares e comunitários.

     Nos últimos 50 anos, a família brasileira vem sofrendo as piores consequências de todos os tempos. Ninguém pode negar que a falta de planejamento familiar é a principal causa. Crianças e jovens perderam 75% do tempo de contato com os pais. Isso é uma catástrofe. Sob todos os critérios, a presença e o afeto são necessários e essenciais.

     Portanto, é missão das autoridades e lideranças, das Igrejas e das escolas reorganizarem e prepararem a nova família, se queremos trabalhar integrada e sistematicamente para reconstruir a verdadeira fraternidade, preservar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida e de saúde das futuras gerações. A cooperação faz a diferença. É principal fonte gratuita, disponível e abundante de energia, por meio da qual crescem e se realizam os seres humanos, pobres e ricos, cultos e iletrados.

     A par do saneamento da família, a saúde pública melhora significativamente, se o cidadão fosse mais responsável e realizasse exames preventivos, praticasse exercícios físicos regularmente, controlasse a gula e a bebida. Álcool, drogas, violência, desestruturação familiar e desamor à vida congestionam consultórios, leitos e UTIs. Está na hora de começar a mudar esse cenário que lesa a todos os brasileiros, indistintamente se bons ou maus.

Pedro Antônio Bernardi

domingo, 18 de março de 2012

10 dicas para melhorar a sua forma



1. Conheça a sua composição corporal
     É mais dificil alcançar seu objetivo se você não conhece o seu ponto de partida. Ele é fundamental para que você determine metas alcançáveis. Uma boa opção é calcular seu percentual de gordura. Você pode usar monitores de gordura, adipômetros e trenas. Fazendo medições freqüentes, você também poderá avaliar se os seus treinos estão provocando os efeitos esperados.

2. Faça 6 refeições ao dia
     Se você já escutou isso inúmeras vezes, mas o dia-a-dia corrido não o deixa adotar esta prática, saiba que esta dica é muito importante. Ao concentrar seu consumo calórico em três grandes refeições, você provoca picos de insulina, que estimulam o armazenamento de gordura.
     Quando você fraciona as refeições, seus níveis de insulina ficam constantes. Como este hormônio é importante para o metabolismo das gorduras e para a construção muscular, esta atitude o ajudará a emagrecer e a ganhar músculos.
     Se você tem pouco tempo para preparar refeições ou passa a maior parte do dia na rua, barras protéicas, barras energéticas e substitutos de refeição são opções nutritivas e saudáveis.

3. Treine 3 a 4 vezes por semana
     Treinar com intensidade 3 a 4 dias por semana estimulará seus músculos e o seu metabolismo sem o risco de overtraining. O aumento da massa muscular é responsável por um consumo maior de calorias/dia e facilitará seu emagrecimento. Inspire-se nos treinos de fisiculturistas, assistindo nossos vídeos de musculação.

4. Ingira gorduras para perder gorduras
     Os ácidos graxos essenciais, também chamados "gorduras do bem", são necessários para o seu organismo por múltiplas razões: regulam a produção de hormônios, melhoram o sistema imunológico, diminuem o colesterol e deixam cabelo, unhas e pele mais saudáveis.
     Estas gorduras são encontradas no azeite, nos óleos de canola e de girassol e no abacate, só para citar algumas fontes. Porém, tanto as dietas altamente calóricas como as pouco calóricas podem ser deficientes destas boas gorduras.
     Pessoas que buscam um emagrecimento saudável usam suplementação de ácidos graxos essenciais porque eles ajudam a aumentar o metabolismo corporal.
     As que procuram o desenvolvimento muscular, utilizam este suplemento porque as "gorduras do bem" reduzem a quebra do tecido muscular, aceleram o tempo de recuperação, reduzem a inflamação, contribuem para juntas e articulações saudáveis e aumentam o crescimento dos músculos.

5. Planeje suas refeições com antecedência
     Isso é importante para uma dieta equilibrada. Se possível, estipule um horário fixo para as suas refeições principais e se alimente de três em três horas. Escolha com cuidado os alimentos que colocará no prato. Opte por cereais (arroz), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico), carnes pouco gordurosas e grelhadas (peito de frango, peru, peixes) ou soja, legumes cozidos ou no vapor e salada farta e colorida, sem abusar dos molhos à base de maionese e do óleo ou azeite para temperar.

6. Beba chá verde
     Estudos indicam que o chá verde é capaz de acelerar o metabolismo. O composto responsável por este benefício é um polifenol chamado EGCG. Suplementos que contêm extratos de chá verde são termogênicos, ou seja, otimizam o gasto calórico. Caso você opte pelo chá em si, você pode consumir quente ou gelado, de 4-6 xícaras por dia, evitando o consumo à noite porque ele contém cafeína.

7. Mantenha as tentações longe de você
     Se você está tentando se alimentar de forma saudável, não tenha guloseimas em casa. De noite, cansado, após um dia de estudo ou trabalho, as tentações são sempre mais atraentes. Não tenha em casa embutidos, doces, salgadinhos. São opções rápidas, mas nem um pouco nutritivas. Opte por refeições protéicas, que saciam a fome e são mais saudáveis.

8. Beba bastante água
     Água é essencial para a vida e um corpo saudável. Se você estiver desidratado, seus músculos perdem força, você não queima gordura tão fácil e se sente mais cansado.
     Quer mais um motivo para beber água? Um estudo chamado “Termogênese Causada pela Água”, publicado em Dezembro de 2003 no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, mostrou que beber 2 litros de água ao longo do dia faz você gastar 100 calorias a mais do que gastaria. Bebendo água gelada, seu gasto calórico será ainda maior porque o organismo precisa trabalhar mais para deixar a água na temperatura de 37º. Então, tenha sempre uma garrafa para hidratação com você.

9. Esqueça as regras uma vez por semana
     Algumas pessoas têm uma força de vontade inabalável, mas a maioria dos mortais cedem às tentações de vez em quando. Se este é o seu caso, escolha um dia por semana para fazer isso: coma um cachorro quente, sorvete, batata frita, mas cuidado com os exageros!
     Esse será o dia de recarregar as baterias para recomeçar a rotina com gás total. Esta atitude também tem um efeito importante para recompor os estoques de glicogênio, que é essencial para a manutenção da sua massa magra.

10. Coloque as dicas anteriores em prática
     Ainda não está na sua melhor forma? A opção mais provável é a de que você não esteja colocando seu conhecimento em prática. Para ter resultados, você precisa analisar seus erros e corrigi-los. Quais das dicas acima você já adotou como rotina? Lembre-se que uma mudança corporal depende de uma alteração nos seus hábitos. Isso pode ser difícil a princípio, mas logo se transforma em rotina. Sua boa forma depende do seu estilo de vida.

Mentira - Roubo - Extorsões

A mentira reside na língua,
o roubo na mão,
as extorsões no coração.

(Santo Antônio de Pádua)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo (bispo)


Sirvamos a Cristo na pessoa dos pobres

       Diz a Escritura: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia (Mt 5,7); "Feliz de quem pensa no pobre e no fraco (Sl 40,2). E ainda: "Feliz o homem caridoso e prestativo" (Sl 111,5).

       Tornemo-nos dignos destas bênçãos, de sermos chamados misericordiosos e cheios de bondade. Nem sequer a noite interrompa a tua prática da misericórdia: só a prática do bem não admite adiamento.

       Vós, servidores de Cristo, seus irmãos e co-herdeiros, em todas as ocasiões visitemos a Cristo, alimentemos a Cristo, tratemos as feridas de Cristo, vistamos a Cristo, acolhamos a Cristo, honremos a Cristo; não apenas oferecendo-lhe uma refeição, como fizeram alguns, não apenas ungindo-o com perfumes como Maria, não apenas dando-lhe o sepulcro como José de Arimatéia, não apenas dando o necessário para o sepultamento como Nicodemos que dava a Cristo só uma parte do seu amor, nem, finalmente, oferecendo ouro, incenso e mira, como fizeram os magos, antes de todos esses.

       Ofereçamos a misericórdia e a compaixão na pessoa dos pobres que hoje na terra são humilhados, de modo que, ao deixarmos este mundo, eles nos recebam nas moradas eternas, juntamente com o próprio Cristo nosso Senhor, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

(Liturgia das Horas, Ofício das Leituras, Sábado, III Semana Quaresma)

Do Tratado sobre a oração, de Tertuliano (presbítero)


Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome;
e no entanto ainda não havia recebido de Cristo toda a sua eficácia.

Quanto maior não será, portanto, a eficácia da oração cristã!
Talvez não faça descer sobre as chamas o orvalho do Anjo,
não feche a boca dos leões,
não leve a refeição aos camponeses famintos,
não impeça milagrosamente o sofrimento;
mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência,
aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza,
para que vejam com os olhos da fé a recompensa do Senhor,
reservada aos que sofrem pelo nome de Deus.

Outrora a oração fazia vir as pragas,
derrotava os exércitos inimigos, impedia a chuva necessária.
Agora, porém, a oração autêntica afasta a ira de Deus,
vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores.
Será para admirar que faça cair do céu as águas,
se conseguiu que de lá descessem as línguas de fogo?
Só a oração vence a Deus.
Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum;
quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.

Conseqüentemente, ela não tem outra finalidade
senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos,
robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos,
abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes.
Ela perdoa os pecados, afasta as tentações,
faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido,
enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos,
acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento aos pobres,
ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam,
confirma os que estão de pé.

Oram todos os anjos, ora toda criatura.
Oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobramos joelhos.
Saindo de seus estábulos ou de suas tocas,
levantam os olhos para o céu e não abrem a boca em vão,
fazendo vibrar o ar com seus gritos.
Mesmo as aves quando levantam vôo, elevam-se para o céu e,
em lugar de mãos, estendem as asas em forma de cruz,
dizendo algo semelhante a uma prece.

Que dizer ainda a respeito da oração?
O próprio Senhor também orou;
a ele honra e poder pelos séculos dos séculos.


(Liturgia das Horas, Ofício das Leituras, Quinta, III Semana Quaresma)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sem silêncio não se faz revolução


Entre as muitas coisas que podem ser ditas sobre a maneira como é vivida hoje a dimensão contemplativa da existência, vem à mente o descostume da prática da oração e das pausas contemplativas. Nisso, a nossa civilização ocidental se distingue claramente das civilizações do Oriente, onde são honradas as práticas e as técnicas contemplativas, e o gosto pela reflexão profunda.

Talvez as pessoas rezem e reflitam mais do que saibam ou digam. Trata-se de ajudá-las a dar um nome mais preciso, um endereço mais constante, a certas empinadas do coração que, mais ou menos intensamente, estão presentes na história de cada um. O êxodo maciço das cidades nos períodos de férias e nos fins de semana também expressam no fundo esse desejo de retorno às raízes contemplativas da vida.

O pano de fundo geral é dado pela cultura ocidental atual, que tem uma orientação toda voltada ao "fazer", ao "produzir", mas que gera, em contrapartida, uma necessidade de silêncio, de escuta, de respiração contemplativa. Tanto o ativismo frenético quanto certas maneiras de entender a contemplação podem representar uma "fuga" do real. Para fazer evoluir essa situação, não bastará despertar uma busca de oração. Também será preciso purificar, orientar certas formas incorretas ou insuficientes de busca. Particularmente, será preciso evitar as contraposições entre ação, luta e revolução, de um lado, e contemplação, silêncio e passividade, de outro. Será preciso dar uma orientação específica tanto à ação quanto à contemplação. (...)

Deve-se ter presente, acima de tudo, o tom exasperado que assumem as contradições da civilização industrial. Isso torna ainda mais estimulante e profética a tarefa de elaborar modelos e formas de oração contemplativa para o ser humano de hoje. Pode-se lembrar a crise de certos adultos que, desaparecidas certas formas tradicionais de oração ligadas ao ritmo pré-industrial, custam para encontrar novas formas. Pode-se lembrar o consolador pedido de silêncio contemplativo por parte de certos jovens. E a confluência de mais civilizações na trama internacional da nossa sociedade. A comparação com as formas de oração provenientes, sobretudo do Oriente pode se tornar um estímulo para uma descoberta mais rigorosa dos valores originais da oração cristã, contra o pano de fundo de um diálogo e de enriquecimento recíproco com outras tradições.

A proposta de refletir sobre a dimensão contemplativa da vida pretende provocar a recuperação de algumas certezas que sofreram algum desbotamento e alguns eclipses: a importância do silêncio, o primado do ser sobre o ter, sobre o dizer, sobre o fazer, a justa relação pessoa-comunidade. Parece-me que chegou o momento de lembrar que o hábito da contemplação e do silêncio fecunda e enriquece; que não há ação ou compromisso que não jorre da verdade do ser profundo.

O homem "novo" – cuja fé deu um olhar penetrante que vê além da cena e da caridade, um coração capaz de amar o Invisível – sabe que o vazio não existe, e o nada foi eternamente vencido pela divina Infinitude. Ele sabe que o Universo é povoado por criaturas alegres, e sabe que é um espectador e, de algum modo, já partícipe da exultação cósmica, reverberada pelo mistério de luz, amor, felicidade do Deus Trino.

Por isso, o homem novo, assim como o Senhor Jesus que, ao amanhecer, subia solitário ao cume dos montes, aspira a ter para si algum espaço imune de todo ruído alienante, onde seja possível aguçar os ouvidos e perceber algo da festa eterna e da voz do Pai.

Carlo Maria Martini
Cardeal-emérito de Milão

A cruz e as cruzes


Dois extremos causam grande sofrimento e estão na origem de todos os conflitos e guerras: o fundamentalismo e o relativismo. Uma coisa é ter fundamento e outra é ser fundamentalista. Ter fundamento significa ter princípios, opções de vida, valores sobre com os quais é possível viver e sonhar. O fundamentalista, no entanto, quer impor sua visão a todos e todas. Esta é a origem de todos os totalitarismos e colonialismos. Por outro lado, pode-se admitir que tudo é relativo sem ser relativista. O relativista afirma que não se pode ter fundamento e que não há princípios. Tudo é fruto do consenso humano. Há quem afirme que o que hoje é certo amanhã pode não sê-lo. Não há nenhum valor pelo qual vale a pena lutar e que valha para todos em todos os tempos e lugares. O problema é que com freqüência todos nós, sem exceção, queremos relativizar o que é fundamental e, também, absolutizar o que é relativo. Se tudo é relativo, como se pode educar uma criança, um adolescente e um jovem?

A partir destes princípios podemos analisar a delicada questão da presença das cruzes nas repartições públicas. Se a presença da cruz num tribunal, por exemplo, significar a exclusão de todos os outros símbolos e açambarcamento de todas as expressões de valores e fundamentos, não há como justificar sua presença por cima da cabeça de quem julga. Esta visão acontece? Certamente que sim. No entanto, se a presença da cruz e do crucificado nas repartições transcender às religiões e às filosofias, pode-se justificar sua presença em qualquer lugar do Brasil.

A grande pregação de Cristo foi contra os totalitarismos e os colonialismos fruto do fundamentalismo. Ao abrir o Evangelho nos deparamos, por um lado, com um Jesus doce, meigo, acolhedor para com todas as pessoas marginalizadas e oprimidas. Todas elas estão incluídas na expressão “nos órfãos, nas viúvas e nos estrangeiros”. Há uma expressão no Evangelho de Jesus que aparece com pouca freqüência, mas que é fundamental: “Vem para o meio”. Isto significa que quem está à margem, na periferia, no deserto, nos porões do mundo deve-se desentocar para ser visto e trazido para o meio do mundo onde são tomadas as decisões. O Estado, qualquer estado, existe primordialmente para estas pessoas. A justiça existe para defender o direito dos pobres. Não basta defender a liberdade de expressão. É preciso defender a liberdade de ter casa, terra, comida, trabalho, lazer, educação, saúde, segurança para todos.

Por outro lado, ao abrir o Evangelho nos encontramos com um Jesus forte, vigoroso, terrível contra os poderosos, os corruptores, os legisladores impiedosos. Todos eles estão incluídos na expressão “escribas e fariseus”. É fácil ser prepotente com os fracos e subserviente com o poderio econômico, político, militar, religioso, financeiro. A cruz nas repartições públicas vem apontar justamente para o contrário. Se Jesus tivesse seguido a lógica dominante, não teria morrido na cruz.

A cruz nos tribunais e nas repartições pública reflete o pensamento e o fundamento da maioria do povo brasileiro, mesmo de quem não é seguidor de Jesus Cristo. O Estado brasileiro não pode ser adonado por uma minoria de espertos, de corruptos e corruptores, de privilégios e privilegiados. Para os pobres, celas comuns. Para os que têm curso superior, celas especiais. Para os pobres, fila. Para os poderosos, salas vip. Por que isto? Porque a Cruz de Cristo está por cima da cabeça dos legisladores, executores e julgadores de nosso país, mas não penetrou em seu pensamento e em seu coração.

A cruz de Cristo só incomoda os que não tiveram a oportunidade de aprofundar sua mensagem de respeito à dignidade da pessoa humana. A cruz de Cristo não incomoda, mas deveria incomodar os que a usam para explorar a boa fé dos “órfãos, das viúvas e dos estrangeiros”. Nem tudo o que as religiões fazem é sadio. Existe religiosidade patológica. Como toda realidade humana, também as religiões são simbólicas, mas podem ser diabólicas. Uma coisa, porém, é a religião e outra é a fé do povo brasileiro. Quando as duas se encontram há mais justiça, dignidade e paz.

Também contra o fundamentalismo é que não posso aceitar que este assunto seja tratado apenas pelos juízes. O direito não é a síntese de todas as visões de mundo. Também o educadores têm uma palavra que precisa ser escutada.

Mais que tirar as cruzes das repartições é importante empenhar-se para que o crucificado seja escutado. Importante não são as cruzes presentes no peito, nos carros, nas casas, nas repartições públicas e particulares. Importante são as cruzes que todos temos que carregar todos os dias. É melhor uma cruz com Jesus meigo, doce, acolhedor, mas também com Jesus lutador, corajoso, justo do que uma cruz vazia e sem apelo. Ela existe para afligir os consolados e consolar os aflitos.

O importante não é tirar a cruz e o crucificado dos tribunais. O importante é construir um direito e uma justiça que tire as cruzes dos crucificados de hoje.

Pe. Marcos Sandrini, SDB
Diretor da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre