domingo, 11 de dezembro de 2011

Que as luzes do Natal dissipem as trevas que cegam a ética (Pedro Antônio Bernardi)


Três realidades despertam preocupações e precisam ser enfrentadas corajosa e dignamente. Primeira, dos 7 bilhões de seres humanos que habitam a terra, 2,8 bilhões nunca ouviram falar e não sabem quem é Deus. Segunda, estimativas denunciam que, em 2011, foram consumidos mais de 2 trilhões de dólares em guerras, revoluções e conflitos bélicos. Terceira, ética, moral e espiritualidade estão gravemente enfermas.

Por isso, supliquemos Àquele que há de vir e renascer dia 25 de dezembro que ilumine o horizonte da esperança, regenere os degenerados, traga paz, união, perdão, compreensão e alegria para povos e famílias em conflito, dissipe as trevas que asfixiam o amor e causam dor, injustiça e desordem. Em um só tempo, Natal é viver profunda intimidade com o Menino Jesus e soterrar o ódio, o rancor, o egoísmo, a raiva e a indiferença pelo semelhante, principalmente entre familiares, companheiros de trabalho, colegas de escolas, amigos.

Em 2012 e anos subsequentes, não haverá paz, progresso e avanços econômicos, políticos e sociais, se não houver mutirão ético, comportamental e gerencial de autoridades, políticos e lideranças brasileiras e estrangeiras que exercem poder público e empresarial. Ética não é mercado sob o ponto de vista econômico e profissional, mas alicerce que sustenta ordem, progresso e sobrevivência da espécie. Falta de ética é caminho à corrupção, sofrimento, morte e falência múltiplica de direitos e deveres. Em suma, corrupção destroi o Estado, a sociedade e os cidadãos.

Em 2011, o Brasil e alguns países dos cinco Continentes mostraram o quanto a ética está dissociada e divorciada da política, do serviço público, da liberdade, da democracia, do bem e do Evangelho. Gananciosas por poder, fama e riqueza, pessoas e potências econômicas utilizam recursos financeiros e tecnológicos para mutilar e matar. Não há guerra, sem lesões, dor, empobrecimento e derramamento de sangue. Vê-se quão urgente é a necessidade de transformar e resgatar valores positivos.

De igual forma, em plena era da informação e do conhecimento impressiona o contingente de pagãos, total de 40% da população mundial, sem considerar seguidores de religiões de mercado. Diante desse panorama, ninguém pode afirmar que a Igreja é instituição consolidada. Espiritualidade é um dos eixos basilares da ética, da moral e da atuação pessoal, educacional e cívica. Analisando sob esse ângulo, acredita-se que a unificação das religiões e o ecumenismo podem ajudar a reduzir essa vergonhosa estatística, a par de agilizar a globalização, assimilação e vivência do Verbo do próprio Deus.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Grito-alerta" para a excessiva materialização do Natal


            Respira-se a magia do Natal. Plagiando Santo Agostinho, Natal existe na alma, e não só no comércio e nas coisas materiais. O Menino faz-se presente na memória, gratuidade, bondade, disponibilidade, espiritualidade e santificação. Natal reclama de choque cultural e religioso e rápido processo de desmaterialização. A Igreja não é contra o capitalismo, a renda, o Papai Noel. Condena a riqueza conquistada a qualquer preço, o dinheiro público furtado e mal gerenciado, o desvirtuamento das festividades cristãs. Quem faz caridade com chapeu alheio é exibicionista e enganador.
Por ser uma das celebrações mais significativas da história, o Natal devia contagiar o coração, a alma, a mente e o corpo inteiro das pessoas. É a celebração do renascimento do Menino de Nazaré, o verdadeiro Salvador dos pobres e ricos de todas as etnias. Jesus, a Família Sagrada e a Trindade são o eixo central da festividade. O nascimento e a presença física do Menino Salvador asseguram felicidade e salvação à humanidade.
Mesmo com essa certeza e motivações inquestionáveis, parte da sociedade prefere ignorar o significado do Natal e aderir o paganismo e o consumismo. Não há Natal, nas famílias onde seus integrantes se guerreiam brutalmente, pais desprezam os filhos, crianças e jovens ignoram os pais. O Menino não habita em corações contaminados pelo ódio, inveja e orgulho. O Salvador está desconectado da gente que lesa e causa danos aos cidadãos, por meio da enganação, perseguição, desonestidade e mentiras. Quem faz com consciência o semelhante sofrer, não crê, não teme a Deus e não vivencia o Natal.
Em ritmo acelerado, a globalização econômica e dos meios de comunicação promove grandes transformações tecnológicas, científicas e políticas, algumas boas e outras questionáveis, mas, lamentavelmente, a ignorância religiosa enraizada e a corrupção alicerçada são pragas que persistem e violentam a espiritualidade, a ética, a cidadania, a família e a fé de parcela da população brasileira. A beleza do Natal não se concentra exclusivamente no brilho das decorações e encenações, na alegria da confraternização familiar, no prazer de enviar e receber mensagens, cartões e presentes. Natal sem fé e amor é festividade pagã, vazia e descaracterizada.
E mais: Sem transcendência e respeito ao próximo, o ser humano elege para si problemas e angústias. É hora de refletir e fazer ajustamentos. Parte da programação televisiva é plausível, mas parte corrompe comportamentos, costumes, atitudes, manifestações, ritos, significados e valores vitais. Imprescindíveis para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida, a evolução e as mudanças adquirem poder e status na sociedade moderna, mas também, quando mal empregadas, desvirtuam, desmoralizam e colocam a humanidade em permanente estado de insegurança, crises, riscos e dilacerações.

(Pedro Antonio Bernardi)

Independência é liberdade, trabalho, cidadania e ética!



Mais de 70% dos 511 anos de história brasileira, do descobrimento até 2011, são marcados pela censura. Não há país independente, onde há impedimento de liberdade de expressão e de imprensa, trabalho e renda, educação de qualidade transformadora, cidadania responsável, planejamento familiar. E mais: os alicerces que sustentam a independência são a ética na política, a probidade na gestão pública e os direitos e deveres iguais na sociedade. Restringir a liberdade de comunicação social é ir ao encontro do hospício, fugir da vida, aceitar a destruição de ideais. Liberdade é característica natural do ser humano.

As ditaduras e os ditadores reprimem a evolução da espécie, estrangulam o crescimento econômico, desvirtuam os fundamentos políticos. É comum as autoridades ditatoriais se comunicarem verticalmente, isto é, para com alguns poucos, com aqueles que representam seus próprios interesses. Dificilmente toleram opiniões de terceiros, não aceitam a troca de idéias, não permitem a participação dos opositores e tampouco dividem a responsabilidade diante dos fracassos causados diretamente pelos seus atos.

O ditador, na maioria das vezes, não assume responsabilidades da corrupção. Por não ter nobreza de caráter, sentido do dever e consciência de comando, vai perdendo a confiança, o respeito e a simpatia dos cidadãos. É fácil observar que os ditadores, tanto naquilo que escrevem como nas suas conversas, buscam jeitos especiais para impressionar, carecendo sempre da naturalidade. Qualquer que seja a informação, ela fica desencontrada e desligada do objeto. Utilizam uma linguagem de laboratório, distante da visão atual de comunicação.

Há quem ainda fale da liberdade de imprensa como defeito da modernidade. Estamos em tempos novos. Governantes, legisladores, gestores, professores, padres e lideranças precisam estar em harmonia com o seu tempo e as novas formas de comunicação. É hora de entender que acabou a era em que o poder, o dinheiro, a esperteza, a humilhação e a subordinação proporcionavam ao ditador a simpatia das massas.

É preciso mais atenção para não ficar apontando o dedo para os ditadores de países da América, Europa, Ásia e África. Só as liberdades de expressão e de imprensa estimulam processos de conscientização dos cidadãos, permitem conhecer a própria cultura e realidade, promovem a união e a solidariedade. Conquistadas com o sangue de heróis e gente inocente, a liberdade e a independência brasileira jamais poderão ficar restritas ao direito individual de alguns, nem sob a tutela de quem quer que seja.


Pedro Antônio Bernardi (jornalista e economista, professor universitário aposentado, consultor e assessor de comunicação social)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

... ele pediu desculpas ao aniversariante!


Um menino...
- viu a mãe comprar uma arvore, encher de bolas coloridas e dizer que e Natal tinha chegado!
- viu o pai dar dinheiro para a grande ceia: nozes, castanhas, avelãs e até perú!
- viu o tio trazer para dentro de casa, um ridículo Papai Noel com barbas e barriga falsa, dando presentes a todo mundo!
- viu o irmão mais velho tocar músicas típicas da data!

- viu o vizinho sair bêbado, festejando o Natal!
- viu a cidade enfeitada e as lojas exigindo o consumo, pela propaganda!
- viu uma fila enorme dando volta no quarteirão, com crianças carentes recebendo um bonequinho de plástico e um saco de balas!
- viu os desastres aumentarem neste dia por causa das correrias e das bebidas!
- viu brigas com bofetões, e tudo, por causa do festejo de uma buzina!
- viu inúmeros cartões de Boas festas e uma enxurrada de arrotos satisfeitos!
 
O menino assistiu a tudo isso calado e, no fim da noite, numa oração espontânea,
ele pediu desculpas ao ANIVERSARIANTE!

Benedetta sii tu Maria! (Padri della Chiesa)

 
Benedetta sii tu Maria!
Dio si è innamorato della tua bellezza e ti ha scelta come Madre del suo Figlio.

Benedetta sii tu Maria!
Il tuo "Sì" ha reso possibile questo dolce abbassarsi di Dio verso l'uomo.
... Il Creatore e la Creatura si sono abbracciati
e da quel momento niente li potrà separare.

Benedetta sii tu Maria!
In te vediamo l'immagine dell'umanità redenta, che riceve il dono di Dio:
l'uomo riceve l'abbraccio di Dio e,
attraverso il suo "Sì" rimane per sempre avvolto
da questo abbraccio meraviglioso che è la vita divina.

Benedetta sii tu Maria!
Aiutami a dire sempre con te il mio "Sì",
non solo nelle grandi occasioni,
ma nella realtà della vita quotidiana dove Cristo è presente.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lumen gentium 43


«I consigli evangelici
della castità consacrata a Dio, della povertà e dell'obbedienza,
essendo fondati sulle parole e sugli esempi del Signore
e raccomandati dagli apostoli, dai Padri e dai dottori e pastori della Chiesa,
sono un dono divino che la Chiesa ha ricevuto dal suo Signore
e con la sua grazia sempre conserva.»

domingo, 27 de novembro de 2011

Carlo Acutis: "A Eucaristia é minha estrada para o Céu"



1)Você deve querer isso com todo o seu coração, e se esse desejo ainda não tiver aflorado em seu coração, deve pedir com insistência ao Senhor.

2) Vá à missa todos os dias e faç a Santa Comunhão.

3) Lembre-se de recitar o Rosário todos os dias.

4) Leia todos os dias uma passagem da Santa Escritura.

5) Se você puder fazer um momento de adoração eucarística diante do altar, lugar onde Jesus está realmente presente, verá o quão maravilhosamente pode aumentar o seu nível de santidade.

6) Vá ao confessionário toda semana, mesmo que os pecados sejam banais.

7) Faça pedidos e ofereça flores para o Senhor e Nossa Senhora, a fim de ajudar os outros.

8) Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo.

(http://www.moscati.it/Brazil/Pr_SA_Carlo_Acutis.html)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Iguais (Pe. Zezinho)


Um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe, um dia talvez quem sabe,
descobriremos que somos iguais:
irmão vai ouvir irmão
e todos se abraçarão nos braços do mesmo Deus,
nos ombros do mesmo Pai!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Se Cristo, domani, busserà alla vostra porta, Lo riconoscerete? (Raoul Follereau)



Se Cristo, domani, busserà alla vostra porta, Lo riconoscerete?

Sarà, come una volta, un uomo povero,
certamente un uomo solo.

Sarà senza dubbio un operaio,
forse un disoccupato,
e anche, se lo sciopero è giusto, uno scioperante.

Salirà scale su scale, senza mai finire.
Ma la vostra porta è così difficile da aprire.

«Non mi interessa» comincerete prima d'ascoltarlo.
E sbatterete la porta in faccia al povero che è il Signore.

Sarà forse un profugo,
uno dei quindici milioni di profughi con un passaporto dell'ONU,
uno di coloro che nessuno vuole,
e che vagano un questo deserto che è diventato il Mondo;

uno di coloro che devono morire
«perché dopo tutto non si sa da dove arrivino persone di quella risma...».

O meglio ancora, in America, un uomo nero,
un negro come dicono loro,
stanco di mendicare un buco negli alloggi di New York,
come una volta a Betlemme la Vergine Nostra Signora...

Se Cristo, domani, busserà alla vostra porta, Lo riconoscerete?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu estou aqui! (Vilmar Dal-Bó Maccari)



As linhas que constituem este texto narram uma experiência real e humanizadora que experimentei nesses dias. Uma simbiose de sofrimento e alegria, dor e satisfação, morte e ressurreição. Sem querer poetizar a objetividade do fato, para não cair em um sentimentalismo barato e desconexo da realidade, tentarei aproximar-me ao mais próximo possível do fato acontecido. Assim poderei refletir da partir da experiência concreta.
Indo para uma celebração religiosa, dois carros colidiram de forma grave, fazendo com que dois passageiros fossem encaminhados para o hospital em estado de média complexidade. No hospital, após longo tempo de espera, os dois acidentados foram atendidos e clinicados. Um deles, após ter feito exames de rotina e nada de grave constatado foi liberado, enquanto que o outro, por ter quebrado o dedo menor da mão esquerda e por estar com fortes dores nas articulações e, principalmente, na região cervical, ficou em estado de observação.A orientação médica prescreveu que o paciente ficaria internado 24 horas para que a evolução das dores e o restabelecimento do paciente fossem monitorados. Neste contexto, por ter uma relação de amizade com o jovem acidentado e pelas surpresas que a vida nos prepara, acabei recebendo a responsabilidade de ser o acompanhante do paciente e com ele pernoitar no hospital.
Ao chegar, logo que entrei no hospital o encontrei deitado sobre uma maca no corredor, imobilizado e abatido. Imediatamente fui até a enfermeira responsável, e perguntei-lhe por que ainda não o havia levado para um quarto. Respondeu logo que não havia leitos suficientes: bastaria que eu olhasse ao meu redor que encontraria outros pacientes na mesma situação. Ressaltou ainda que tivemos a sorte de encontrar maca disponível, caso contrário, o paciente estaria numa cadeira de rodas. Quando voltei o olhar, vi diversos outros doentes abarrotados nos corredores disputando espaços e no aguardo de leitos: senti uma tristeza profunda, por mim, por meu amigo e por todos os que ali estavam. Por mim, porque me senti incapaz e sem nada poder fazer. Por meu amigo, porque achava que ele necessitava e merecia “algo melhor”e, pelos demais pacientes, por vê-los marcados pela dor, pelo sofrimento e pelo cansaço. Pensei comigo: “isso aqui é uma instituição que cura o corpo e fere a dignidade”. De forma muito educada, a enfermeira colocou uma cadeira de plástico ao lado da maca no corredor, onde eu pudesse passar a noite. Com olhar expressivo, era como se dissesse: “desculpa-me, nada posso fazer”. E nada podia mesmo! Salvo o trabalho dedicado e atencioso que nos prestou durante todo o processo.
Durante o tempo que estive com meu amigo, ajudava-o a se locomover, ir ao banheiro, mudar de posição, tomar as refeições, controlar a medicação e articulava a relação paciente/enfermagem.
Por volta das 22h00 deu entrada no hospital um jovem de 31 anos. Tinha sofrido um acidente de moto, batido a cabeça e estava com fortes dores no corpo. O jovem foi medicado, também colocado sobre uma maca, posta ao lado de onde estávamos eu e meu amigo. Éramos vizinhos em um corredor que abrigava tantos outros.
Tão próximos estávamos que era impossível não perceber a inquietude do jovem. Mexia-se de um lado para o outro. Enrolava as mangueiras por onde pingava o soro e a medicação. Estava completamente inquieto, mexia no celular, fazia ligações, mandava mensagens e não sossegava. Logo percebi que estava sem acompanhante e deduzi que estava comunicando o acontecido a seus familiares. Com o passar das horas, foi-se criando um clima de aproximação e partilha, algo típico de hospitais e filas de espera. Foi neste momento que relatou como acontecera o seu acidente. Como o tempo custa a passar no hospital, nossa conversa se prolongou, falou-me que participava na adolescência de grupos de jovens, era crismado, casado na Igreja e temente a Deus. No segundo momento da conversa, relatou-me que estava distanciado da Igreja, separado da esposa, mas ainda temente a Deus. Com o avançar das horas, já por volta das 02h00 da madrugada, percebi que ele permanecia inquieto. Então tomei a liberdade e perguntei por que o acompanhante dele ainda não tinha chegado. Imediatamente respondeu-me de forma áspera: “quem está doente sou eu, não meu acompanhante”. Ao perceber que não gostou de meu questionamento, silenciei a conversa, levantei da cadeira e fui ver o soro de meu amigo. Após o desconcerto de nossa conversa, muito triste, o jovem me chama e desabafa. Desabafava dizendo que além de ser separado de sua esposa, morava sozinho em uma kitinete, sua mãe e irmão eram falecidos, seu pai morava no interior e as pessoas de seus relacionamentos não teriam essa generosidade de passar uma noite com ele, sentados em uma cadeira de plástico. Com os olhos cheios de lágrimas, dizia que não tinha ninguém. Não havia a quem recorrer. Não tinha quem o acompanhasse.
Foi neste momento que entendi tamanha inquietação e movimentação que se alastrava noite adentro. Novamente meu coração se compadeceu e cheio de tristeza, da mesma forma como quando entrei no hospital e vi os pacientes enfileirados pelos corredores. Sentado entre as duas macas, olhei para ele e disse: “Descanse tranqüilo, durma, eu estou aqui, vou vigiar a sua medicação e ajudar nas refeições. Agora descanse e durma”.
 Passado algum tempo, o jovem foi se tranqüilizando, relaxando, até que dormiu. E assumi aquilo que prometi: estar ali. Cuidei do soro, acompanhei cada dosagem, ajudei-o na medicação e fiz tudo o que foi possível. Confesso que não foi fácil dizer para um desconhecido: “eu estou aqui”. Tive que buscar forças para vencer a vergonha e falar algo que não queria fazer. Acho que foi o “eu estou aqui” mais difícil e mais santo da minha vida. Mudei a noite de agonia de uma pessoa que sofria sobre uma maca num corredor de hospital. E não sofria com as dores do acidente, causa de sua internação. Sofria, pois, não tinha alguém ao lado para compartilhar a sua dor. Era uma dor interior, silenciosa. Dor que os medicamentos não alcançavam.
 “Eu estou aqui” disse-lhe. E ele confiou! Quando amanheceu, meu amigo, a quem acompanhava oficialmente, ganhou alta, fomos embora e aquele jovem continuou por lá. Ao despedir-nos disse-lhe: “coragem”. Ele respondeu: Muito obrigado!
No carro, voltando para casa, pensei comigo nas forças de minhas palavras; “eu estou aqui”, e o que elas significaram para aquele jovem desconhecido.
 Assim são as coisas de Deus. Ele faz uso de nossas fraquezas, de nossa humanidade, para comunicar sua bondade. Acredito que Deus agiu em nós. Em mim, no meu amigo e naquele jovem desconhecido. Deus age sempre quando conseguimos humildemente dizer: “eu estou aqui”. Ele conta com nosso “eu estou aqui”.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Deus lhe pague


     Um cara passou mal no meio da rua, caiu e foi levado para o setor de emergência de um hospital particular, pertencente à Universidade Católica, e administrado totalmente por freiras. Lá, verificou-se que teria que ser urgentemente operado do coração, o que foi feito com êxito.
     Quando acordou, a seu lado estava a freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:
- Caro se...nhor, sua operação foi bem sucedida e o senhor está salvo. Entretanto, um assunto precisa sua urgente atenção: como o senhor pretende pagar a conta do hospital? O senhor tem seguro-saúde?
- Não, irmã.
- Tem cartão de crédito?
- Não, irmã.
- Pode pagar em dinheiro?
- Não tenho dinheiro, irmã.
- Em cheque, então?
- Também não, irmã.
Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?
- Ah... irmã, eu tenho somente uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.
E a freira o corrigindo:
- Desculpe que lhe corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse. Elas são casadas com Deus!
- Magnífico, irmã! Então, mande a conta pro meu cunhado!
E foi assim que nasceu a expressão: DEUS LHE PAGUE!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Encontro pessoal com o Senhor"



O Salmo 119 é um solene e imponente cântico sobre a Lei do Senhor,
nascido de um coração que lhe consagrava um amor apaixonado.
Para o salmista, a lei divina é a única parte de herança que o seu coração deseja;
nada mais quer senão compreendê-la,
observá-la e orientar para ela todo o seu ser e a sua vida.
Faz dela o objeto da sua meditação e conserva-a no seu coração.
De fato, a Lei de Deus pede para ser escutada com o coração:
uma escuta feita de obediência;
uma obediência não servil, mas filial, confiante e consciente.
A escuta da Palavra é encontro pessoal com o Senhor da vida,
um encontro que deve traduzir-se em decisões concretas
e tornar-se caminho para seguir os passos do Senhor.
E assim o nosso Salmo orienta-nos para o Evangelho
e leva-nos a encontrar o Senhor.
O pleno cumprimento da Lei é seguir Jesus.

(Papa Bento XVI - Audiência de 09-11-2011)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A tua glória (Junior Cardoso)



Senhor, meu Deus e meu Pai, eu te agradeço
por tudo o que tens feito em minha vida:
pela alegria de viver,
por minha família,
pelos meus amigos,
pelo ar que respiro,
pelos dons que me deste
e pelos relacionamentos que possibilitam que eu cresça a cada dia!

Obrigado, Pai,
pelas oportunidades que me tens dado
de testemunhar o Amor
com que amas a mim e a todas as pessoas!
Obrigado por Teu perdão
e por dar-me uma vida plena e abundante!

Senhor, a Ti,
que já és dono de tudo
o que sou e o que possuo dedico a minha vida,
clamando que ela possa ser usada
para fins nobres e verdadeiros
e que todos os seus frutos
honrem e glorifiquem o Teu nome!

Amém!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

São Paulo aos Romanos (6,23): "o salário do pecado é a morte"!

São Paulo aos Romanos (12,3-21)



Embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo,
e, cada um por sua vez, é membro dos outros!

Temos dons diferentes, conforme a graça concedida a cada um de nós:
profecia, serviço, ensino, aconselhar, distribuir donativos,
presidir a comunidade, exercer misericórdia!

Que o amor de vocês seja sem hipocrisia:
detestem o mal e apeguem-se ao bem!

Sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração!

A preocupação de vocês seja fazer o bem a todas as pessoas!

No que depende de vocês, vivam em paz com todos!

Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem!

Salmo 131,2


Eu fiz calar e repousar meus desejos,
como criança desmamada no colo de sua mãe!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Me leva onde eu possa ouvir (Filhos do Homem)


Meu Jesus,
me leva pra perto de ti,
me leva onde eu possa ouvir a tua voz;
pois quando eu escutar,
de todo coração, obedecerei!
 
Cura o meu coração,
faz em mim tua vontade,
pois só na tua vontade
eu posso me completar!

Me leva, Senhor!
Me leva onde eu possa ouvir tua voz!
Me leva onde eu possa ouvir tua voz!
Me leva onde eu possa ouvir tua voz!
Aos teus pés!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Religião erra quando exorbita (Pedro Antônio Bernardi)


Bem da verdade, devia existir uma só religião, mas não é bem isso que acontece. O mercado das religiões está superaquecido. Existe até seita que exibe na televisão pessoa que teve dívida paga por Deus, situação inexplicável e revoltante. Algumas religiões estão saindo de sua órbita e finalidade. Lá do Alto, o Pai Bondoso está triste com falsos profetas e pregadores que ultrapassam o limite da razoabilidade. Diante da dor, do desespero, da pobreza e da ignorância ninguém tem o direito de abusar ou usar indevidamente poderes.

A descaracterização da religião envergonha até Deus. A única coisa que Ele nos pede é amor na alma, no coração, na mente, no corpo inteiro. Não se pode admitir, passivamente, o desrespeito e a corrupção de valores sagrados. Beneficiadas por leis enfermas e impuras, algumas seitas estão acumulando fortunas. A Igreja cristã, as universidades e todos os setores esclarecidos e conscientes devem se unir para impedir ou, pelo menos, dificultar que a atuação de alguns aproveitadores continue contaminando a única e verdadeira religião: Amar a Deus sobre tudo e todas as coisas, amar o próximo, amar a si mesmo.

O momento é sério e está fora de controle. As religiões não podem cultivar ciclo vicioso de sonhos de pobres e desprotegidos. Vamos parar de atribuir tarefas a Deus, como se Ele fosse um sistema responsável por situações econômico-financeiras difíceis, apertasse a tomada e instantaneamente desse a luz e solucionasse os problemas da pessoa, da família, da comunidade, da Pátria. Por conta dessas expectativas absurdas, há mães e crianças morrendo por não existirem programas oficiais de planejamento familiar, milhões de brasileiros falecem por falta de assistência hospitalar ou de alguma coisa para comer, outros tantos querem sair do estágio em que se encontram, mas faltam oportunidades de trabalho, qualificação profissional, rendimento, condições para estudar.

Quando a religião exorbita, distorce a verdade, dificulta a espiritualidade e impede que o ser humano conheça direitos e deveres sociais e cívicos. A tristeza maior é ouvir diariamente pronunciamentos vazios de uns e de outros – governantes, políticos, demagogos, religiosos – se assemelharem aos discursos de falsos milagreiros. Só resta advertir que, de madrugada e de dia, é hora de recomendar a quem renova, administra, influencia, governa e é referência de perfeição, que a educação, a comunicação e a religião protegem e conduzem a todos para o bem, a paz e a felicidade terrestre e celeste. Progresso, inteligência, caridade e amor inspiram harmonia entre cristãos que tem o Pai, o Filho e o Espírito Santo em níveis de assessoria, esperança, atuação e fé.