quinta-feira, 29 de março de 2012

Vamos participar da festa da Páscoa


       Imolemo-nos a Deus, ou melhor, ofereçamo-nos a ele cada dia, com todas as nossas ações. Façamos o que nos sugerem as palavras: imitemos com os nossos sofrimentos a Paixão de Cristo, honremos com o nosso sangue o seu sangue, e subamos corajosamente à sua cruz.

       Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue a Cristo.

       Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Se por tua causa e por teu pecado ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por seu amor. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniqüidade. Adquire a tua salvação com a sua morte, entra com Jesus no paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda. Contempla as belezas daquele lugar, e deixa que o ladrão rebelde fique dele excluído, morrendo na sua blasfêmia.

       Se és José de Arimatéia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo.

       Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura.

        Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus.

(Liturgia das Horas - Ofício das Leituras - Sábado - V Semana Quaresma)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Brasil vive genocídio moral, familiar e espiritual

         
          Na medida em que o tempo passa, a humanidade é beneficiada com a acelerada evolução das ciências e expansão das tecnologias. O progresso é apaixonante e bem vindo. Porém, caminhando na via paralela, sob todas as formas a família, a moral e a espiritualidade estão cada dia mais descaracterizadas e irreconhecíveis. Os valores permanentes, como amizade, diálogo, ética, cidadania, lealdade, união e fidelidade vão sendo substituídos por bens materiais e situações transitórias. Quase tudo, inclusive a alma e a espiritualidade, virou supérfluo e descartável.
          Nesse mar de inversões, milhares de crianças e jovens, oriundos principalmente de famílias não planejadas e desestruturadas, caminham na direção do roubo, assalto, droga, violência e tantos outros crimes. Precocemente, alguns morrem, porque a droga e o álcool não poupam ninguém; outros são assassinados e um percentual razoável é preso. Em qualquer circunstância, os primeiros e maiores culpados são os pais, vindo a seguir os governantes, instituições educacionais, igrejas, meios de comunicação. Os pais que desejam evitar essa dor, corrijam rapidamente o estilo e a maneira de viver com seus filhos.
          A família que reserva algum tempo para se reunir e se divertir, reza unida e dialoga não precisa temer os riscos e perigos que a moderna sociedade industrializa. A maior parte das pessoas presas herdou erros na família, ou não herdou boa orientação e bons exemplos dos pais.
          Portanto, não há exagero algum dizer que o Brasil vive um genocídio moral, ético, familiar e espiritual. Respeitadas as exceções e os gigantescos esforços de alguns poucos patriotas, as áreas de programação e conteúdo televisivo são puro lixo e veneno às mentes sãs. Incidência diuturna de cenas de sexo, traição e violência interfere na formação da personalidade e do comportamento de crianças e jovens. Uma coisa é liberdade de imprensa e manifestação de opinião, defendidas apaixonadamente; outra coisa é demolição da liberdade, da ética, da moral e de valores em busca desesperada por melhores índices de audiência.
          Rapidamente, outro fosso que a falsa teoria da modernização abriu é o abandono da espiritualidade. Condenam-se as religiões de mercado. As legislações não reconhecem como crime, mas comete pecado quem usa o nome de Deus em vão. Sob esse aspecto, espiritualidade é diferente de religião. Espiritualidade move e promove universalmente amor, fé, esperança, solidariedade, justiça, liberdade, gratidão, reconciliação, desenvolvimento, bem estar.

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Pedro Antônio Bernardi, jornalista e economista, é professor universitário aposentado, consultor de comunicação social, palestrante, autor de livros. (pedro.professor@gmail.com)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Chi si consacra al Dio della belleza coltivi interessi personali


Se la vita cristiana è philocalìa,
più che mai s'impone
che chi si consacra al Dio della belleza
coltivi interessi personali
- intellettuali, letterari, artistici, musicali, ecc.
a seconda dei doni ricevuti -
per mantenersi vivi, desti, interessati alla vita,
in grado di continuare ad apprendere,
per rinnovare le proprie convinzione nel passare dei anni,
per combattere la malattia
del cinismo e della rassegnazione,
per evitare la dispersione e la dissipazione,
lo stress e la stanchezza,
la depressione e la demotivazione!


(Amedeo Cencini, L'ora di Dio, p. 252)

Ai presbiteri, 67-68 (Enzo Bianchi)


Un presbitero privo di una vita intellettuale,
cioè in primo luogo incapace di assiduità alla lettura,
avanza a grandi passi verso la decadenza spirituale,
a risentirne saranno anzitutto
la sua adorazione e la sua contemplazione,
progressivamente più aride e più povere,
ma poi anche la sua predicazione e, infine,
la sua autorevolezza all'interno della comunità cristiana.

Sappiamo bene che l'esito di una scarsa vita intellettuale,
del mancato esercizio del pensare,
non consiste solo in una ristrettezza di orizzonti,
ma sovente si traduce anche in una condizione di miseria spirituale
in cui si è esposti a derive opposte e speculari:
da una parte l'influenza del relativismo che dissolve la fede,
dall'altra quella del fondamentalismo che,
sotto la maschera di un'identità forte e rassicurante,
prelude ogni ricerca
ed è intollerante verso in cammini diversi dal proprio.

«Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador»


Meu Deus, na Tua compaixão
derrama sobre mim o olhar do Teu amor
E recebe a minha ardente confissão.

Pequei mais do que todos os homens,
pequei só contra Ti, Senhor;
faz-me participar da Tua misericórdia,
meu Salvador, porque me criaste. [...]
Meu Redentor, manchei a Tua imagem e semelhança (Gn 1, 26), [...]
desfiz em farrapos o vestuário de perfeição
que o próprio Criador fabricou para mim e estou nu;
em seu lugar quis usar uma farpela rasgada,
obra da serpente que me seduziu (Gn 3, 1-5). [...]
Fiquei fascinado com a beleza
da árvore que traiu a minha inteligência:
agora estou nu e coberto de vergonha. [...]

O pecado me revestiu de túnicas de pele (Gn 3, 21),
agora que fui despojado
das vestes tecidas pelo próprio Deus. [...]
E, como a prostituta, grito:
pequei contra Ti, só contra Ti.
Ó Salvador, acolhe as minhas lágrimas,
como aceitaste o perfume da pecadora (Lc 7, 36 ss.)

E, como o publicano, grito:
tem piedade de mim, ó Salvador.
Perdoa-me, porque de toda a descendência de Adão
ninguém pecou como eu. [...]
Prostrado como David (2 Sm 12),
estou coberto de lama;
Mas assim como ele se lavou nas próprias lágrimas,
lava-me Tu também, Senhor!

Ouve os gemidos da minha alma
e os suspiros do meu coração;
acolhe as minhas lágrimas
e salva-me, meu Redentor.

Porque Tu amas os homens
e queres que todos se salvem.
Faz-me voltar à Tua bondade
e nela me recebe,
porque estou arrependido.


Santo André de Creta (660-740), monge e bispo
Grande Cânon da Liturgia Bizantina da Quaresma, 2.as Odes
(a partir da trad. de Clément, DDB, 1982, p. 119 ss. rev.)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Goccia dopo goccia



Cos’è una goccia d’acqua, se pensi al mare
Un seme piccolino di un melograno
Un filo d’erba verde in un grande prato…
Una goccia di rugiada, che cos’è?
Il passo di un bambino, una nota sola,
Un segno sopra un rigo, una parola?
Qualcuno dice « un niente», ma non è vero
Perché, lo sai perché, lo sai perché?

Goccia dopo goccia nasce un fiume,
Un passo dopo l’altro si va lontano,
Una parola appena e nasce una canzone,
Da un «ciao» detto per caso, un’amicizia nuova;
E se una voce sola si sente poco,
Insieme a tante altre diventa un coro
E ognuno può cantare, anche se è stonato;
Dal niente nasce niente, questo sì.

Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne;
Quello che conta è stare tutti insieme
Per aiutare chi non ce la fa,
Per aiutare chi non ce la fa.
Goccia dopo goccia..

Goccia dopo goccia nasce nasce un fiume
E mille fili d’erba fanno un prato
Una parola solo ed ecco una canzone
Da un "Ciao" detto per caso un’amicizia ancora;
Un passo dopo l’altro si va lontano
Arriva fino a dieci poi sai contare
Un grattacielo immenso comincia da un mattone
Dal niente nasce niente, questo sì.

Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne
Quello che conta è stare tutti insieme;
Per aiutare chi non ce la fa.
Non è importante se non siamo grandi
Come le montagne, come le montagne
Quello che conta è stare tutti insieme;
Dal niente nasce niente, questo sì.
Dal niente nasce niente, tutto qui!
Stiamo tutti insieme, questo sì.
Dal niente nasce niente, tutto qui!


(E. Di Stefano - G. Fasano)
(Cantata da Marco Barbera, Alex Rossi e Natascia Tarturo)

UNNODU NAAN VIRUNTHUNNA VENDUM


UNNODU NAAN VIRUNTHUNNA VENDUM
(Quis jantar contigo)
(Vorrei cenare con te)
UN VEETTIL NAAN KUDIKOLLA VENDUM
(Quis estar contigo)
(Vorrei stare con te)
UN ANBIL NAAN URAVAADA VENDUM
(Quis ser contigo)
(Vorrei essere con te)
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En vaazhvile ithu oru ponnaal
(Este é um grande dia da minha vida)
(Questo è un grande giorno della mia vita)
En agamathile nee varum thirunaal
(Um dia no qual vêm repousar em mim)
(Un giorno in cui si vengono a soggiornare dentro di me)
Un anbirkkaai anaithaiyum izhappen
(Posso dar tudo pelo teu amor)
(Posso dare tutto per il tuo amore)
Mannavan unakkaai ennaye kopduppen
(Meu rei, posso dar a mim mesmo por ti)
(Mio re, posso dare mi stesso per voi)

Porutchelvame en kadavunendru
(O dinheiro era o meu deus)
(Il denaro era il mio dio)
Yezzhaiyin porulai enakkena parithen
(Traí os pobres, por dinheiro)
(Ho tradito i poveri per i soldi)
Manam maarinem magizhvadainthen naan
(Agora estou mudando, estou feliz)
(Ora sto cambiando, sono felice)
Panmadangaaga yezhaikku koduppen
(Restituo muito mais)
(Restituisco molte volte tanto)

En paavathai mannikka varuvai
(Vindo a perdoar os meus pecados)
(Venuto a perdonare i miei peccati)
En ulamathile amaithiyai tharuvai
(Dá-me a paz no coração)
(Dammi la pace nel mio cuore)
En ithayathile vaazhnthida varuvaai
(Venha a viver no meu coração)
(Vieni a vivere nel mio cuore)
En veetirkku meetpinai tharuvai
(Dar a salvação a minha casa)
(Dare la salvezza a casa mia)


(Canto da liturgia indiana cristã-católica, em língua "tamil")